la alcazaba de Badajoz

Quatro cidades imprescindíveis na Estremadura

Badajoz, Cáceres, Mérida e Plasencia são quatro cidades imprescindíveis na Estremadura.Cultura, história e património guiam o visitante por elas.

Badajoz após um bom pequeno-almoço

Nada melhor do que descobrir Badajoz após um bom pequeno-almoço porque tem toda uma cultura à volta da primeira refeição do dia. Migas, molletes com azeite e presunto da Estremadura ou a popular cachuela (fígado de porco frito em banha) além de deixarem um bom sabor de boca, preparam para o percurso.

A muralha islâmica da Alcáçova (na foto superior)  e a Catedral são Monumentos Históricos de Badajoz. Da primeira estende-se a vista até Portugal e se for ao entardecer, a imagem é inesquecível. Na Catedral estão pinturas do Divino Morales, a quem a cidade dedica, aliás, um museu.

Torre de Espantaperros de planta octogonal; a Praça Alta e as suas fachadas vermelhas; as Casas Mudéjares do século XVI, habitações de maior antiguidade conservados e os edifícios singulares de La Giralda Las Tres Campanassão ícones de Badajoz. A face contemporânea é no Museu Estremenho e Ibero-americano de Arte Contemporânea, numa antiga prisão e o Palácio de Congressos na antiga praça de touros, um dos edifícios mais representativos da arquitetura da Espanha segundo o MOMA. Em algum momento do percurso é alcançado o Passeio de São Francisco, com o seu templete, palmeiras e candeeiros fernandinos e para respirar natureza, o Azud do Guadiana, Zona Especial de Proteção de Aves. Se for no Carnaval e na Páscoa viverá as suas duas Festas de Interesse Turístico Nacional.

Procure a melhor vista de Cáceres

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O centro histórico é imprescindível, mas o percurso é ideal se for alargado à Cáceres castiça das judiarias, ermidas e miradouros como Fuente FríaFuente Concejo San Marquino, donde se podem tirar as melhores fotografias da cidade monumental.

Património da Humanidade desde 1986 é destino de viajantes e produções cinematográficas pela beleza do seu centro histórico, dos mais bem conservados da Europa, com edifícios da Idade Média e do Renascimento. A entrada tradicional ao centro histórico da Praça Mayor é o Arco de la Estrella, a poucos metros dele a concatedral de Santa Maria  recebe o visitante. O singular Cristo Negro, que cada Semana Santa de Interesse Turístico Internacional é portado pelo centro histórico, é uma joia a descobrir no templo, que conta com um museu de arte sacra.

O algibe hispano-árabe do Museu de Cáceres é um dos edifícios que podem ser visitados, assim como o Palácio dos Golfines de Abajo, que mostra uma casa da nobreza. A Casa Palácio dos Becerra que acolhe a Fundação Mercedes Calle, é centro cultural de arte e antiguidades, enquanto que a Casa dos Moraga funciona como centro de artesanato estremenho e o Centro de Artes Visuais Helga de Alvear mostra a coleção privada de arte contemporânea internacional mais importante de Espanha.

É impossível enumerar a sucessão de casas, igrejas e centros culturais de Cáceres. A melhor maneira de os descobrir é percorrendo as suas ruas.

Paragem na Praça de Espanha de Mérida

Mérida é história pura e viva, tanto como a praça de Espanha e as suas esplanadas, onde parar e repor forças no passeio. Mérida e o seu conjunto arqueológico romano Património da Humanidade desde 1993 são referência cultural da Estremadura no mundo. Uma cidade carregada de história ativa como mostra o seu Teatro que acolhe cada verão o Festival Internacional de Teatro Clássico.

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Anfiteatro em que lutaram os gladiadores; o Circo Romano das corridas de cavalos; Morería e o seu Centro de Interpretação Vía de la Plata; a Casa do Mitreo, para conhecer como era uma mansão; o Aqueduto dos Milagres, com 27 metros de altura; a Ponte Romana com fantásticas vistas da cidade; o Templo de Diana, onde se ofereciam sacrifícios aos deuses… fazem parte de um legado recopilado no Museu Nacional de Arte Romana, com a maior coleção de arte romana de Espanha.

Mérida é um resumo de culturas para além da romana, com mostras como a Alcáçova árabe, a mais antiga da Península; a igreja de Santa Clara e o seu Museu de Arte Visigoda; a Basílica de Santa Eulália, o primeiro templo cristão da Península ou a Concatedral de Santa Maria a Maior. História que partilha espaço com a vanguarda na Ponte Lusitânia, de Calatrava ou o Palácio de Congressos.

Durante todo 2016 Mérida é Capital Ibero-americana da Cultura Gastronómica.

Plasencia ao ritmo do Avô Mayorga

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Passeia por Plasencia com o som do relógio do Avô Mayorga de fundo. Todo um ícone para os placentinos, o personagem da torre da Praça Mayor, onde cada terça-feira decorre a feira com produtos das regiões do norte da Estremadura, um evento que tem a sua celebração grande no Martes Mayor, Festa de Interesse da Estremadura todas as primeiras terças-feiras de agosto.

Plasencia possui riqueza patrimonial desde a sua fundação no século XII, com uma muralha que dá a passagem ao recinto histórico através de sete portas: Trujillo, Coria, Berrozana, Sol, Talavera, del Carro, de Clavero e Postigo del SalvadorTorre Lucía com o seu Centro de Interpretação da Cidade Medieval, é um dos pontos fortes da muralha para contemplar Plasencia passeando pela sua barbacã com vista a Santa Bárbara e o Vale do Jerte.

A cobertura de lousa da Catedral é outro miradouro e à volta encontram-se as catedrais: Nova com as suas fachadas renascentistas de estilo plateresco e Velha, de transição do românico para o gótico. O Retábulo-mor e o Coro da Catedral Nova, a capela de São Paulo e a Torre do Melão na Velha, mostram a sua riqueza e explicam por que chamaram a atenção de produções cinematográficas como Isabel ou Still Star Crossed.

No entorno das catedrais há pontos de interesse como a Casa do Deão com a sua varanda com chanfro, o antigo Hospital de Santa Maria, sede da Escola de Belas Artes e o Conservatório de Música García Matos. Uns metros mais para a frente, o entorno de Santo Domingo, com o Palácio do Marquês de Mirabel e o Parador Nacional de Turismo, no antigo convento dos domínicos considerado um dos mais bonitos da rede. Uma área na qual os visitantes encontram mostras do legado judeu de Plasencia que tem, aliás, um cemitério judeu sinalizado no Berrocal.

Os parques de Plasencia são boa opção no percurso turístico, com Los Pinos se se viajar com crianças ou La Isla, atravessado pelo rio Jerte, que se pode alcançar a partir da ponte de Trujillo, onde está sinalizado o miradouro de Sorolla, a partir do qual pintou o quadro O Mercado.

A Paragem Protegida de Valcorchero, com a sua cova de Boquique e o santuário de Puerto do qual pode ser divisada a cidade, é outro lugar que deveria ser incluído na visita a Plasencia.

Autor original, Pilar Armero

Traduzido por Diego Bernal Rico

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Publicado em dezembro de 2016

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